quinta-feira, 29 de março de 2012

Seguros para automóveis mais antigos podem custar o dobro de um zero




O seguro automotivo pode variar de preço, principalmente, quando a idade do veículo é levada em consideração.

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Conforme dados da Marítima Seguros divulgados pelo CQCS (Centro de Qualificação do Corretor de Seguros), um exemplo é o seguro para um modelo Uno Mille 1.0 que circula em São Paulo. A seguradora explica que, para um perfil médio, o prêmio do modelo 2012 custa, em média, R$ 2.300, enquanto que para o mesmo veículo, mas modelo 2002, custa R$ 2.200.

Embora o seguro para o veículo 2002 pareça mais barato, o percentual considerado em relação ao valor de tabela dos carros quase dobra, no caso do veículo mais velho. Segundo a Marítima, o seguro custa 8,8% do valor do carro 2012 pela tabela Fipe (R$ 25.980). Já na segunda situação, a companhia cobra, em análise proporcional, quase o dobro: 17,2% do valor de tabela (R$ 12.610).

Preços mais caros
De acordo com o diretor de Automóvel da Marítima Seguros, José Carlos de Oliveira, a maioria das seguradoras prefere aceitar o risco de carros mais novos, com até cinco anos de uso, pois nesse prazo ainda é possível encontrar nas concessionárias as peças de reposição, em caso de sinistro. “Quanto mais antigo for o veículo, maior é a dificuldade de conseguir as peças para reparos, o que encarece os consertos e, numa perda parcial, o custo é exatamente igual”, explica, ainda de acordo com o CQCS.

Segundo ele, a legislação não permite que as seguradoras usem peças que não sejam originais, o que encarece o conserto. “A verdade é que a legislação não permite o uso de peças recuperadas, porém certificadas, como defende a FenSeg, que tem uma proposta para criar um produto opcional mais barato, de modo a atrair a classe C”, acrescenta Oliveira.

O país tem 30 milhões de carros que poderiam estar segurados, mas somente a metade tem cobertura das seguradoras. “Então, existe muito espaço para crescer, desde que o Congresso consiga aprovar, por exemplo, o projeto dos desmanches legais, em trâmite no Congresso, agora com participação do governo na proposição de emendas, conforme noticiou em fevereiro o site do deputado Hugo Legal (PSC/RJ)”, afirma.

Recusas
Segundo Oliveira, muitas recusas feitas pelas seguradoras estão relacionadas à falta de documentação regularizada. “Ninguém compra uma casa sem escritura. Assim é com o seguro de auto, pois, se o veículo teve motor trocado ou chassis remarcado, tudo deve estar devidamente aprovado e registrado nos órgãos de trânsito”, explica.

Excesso de avarias também pode influenciar na decisão da seguradora em aceitar ou não o veículo. “Na primeira colisão, pode ser preciso reformar o carro inteiro e o perfil passa a ideia de um condutor descuidado”, acrescenta.


Fonte: UOL Economia

segunda-feira, 19 de março de 2012

Para os supersticiosos: Dicas para proteger seu carro da inveja


Quando em 1997 a Toyota anunciou o lançamento do Prius, primeiro carro híbrido de série que venderia mais de 2 milhões de unidades no mundo, um frêmito de desassossego chacoalhou o chão das fábricas concorrentes. Na ocasião, a GM teria declarado: “ficamos praticamente sem palavras e com inveja dos bilhões de dólares que a Toyota açambarcou em termos de reputação corporativa para os irrisórios $ 300 milhões que Prius pode lhes ter custado” (Bob Lutz em "Car Guys vs Bean Counters"). A difícil digestão do sucesso alheio foi o lançamento, em 2010, do também híbrido Chevrolet Volt. Mas nem todos encontram uma forma tão positiva de reagir à inveja.

De olho no mau-olhado

De acordo com a psicoterapeuta Cleuza Castoldi, a inveja está fundamentada na comparação. “Quando comparamos as qualidades do outro sem avaliar as nossas, o sentimento de incapacidade e o complexo de inferioridade podem se instalar. Para se equilibrar, o invejoso pode tentar destruir o outro”.

Quando o assunto é automóvel, objeto de desejo e de status – ao menos entre os brasileiros –, a inveja está ainda mais presente. De acordo com pesquisas, o carro chega a ser duas vezes mais invejado que a casa dos sonhos.

Frases mais usadas pelos invejosos

As faíscas do olhar invejoso ganham, muitas vezes, materialização em palavras. “O invejoso tenta aniquilar o objeto invejado com o único intuito de diminuir aquele que o possui”, diz Castoldi.

Por isso, fique atento com comentários do tipo: “esse carro dá tanta despesa...”, “saiu da concessionária vale 30% menos, sabia?”, “você não consultou alguém antes de escolher este modelo, não é?”, “está com cara de que foi batido na concessionária”, “que carro legal, pena que vai sair de linha”, “você não acha esse carro inadequado para cidade?”, “tão burro e com um carro desses?”, “aposto que ficou todo endividado”, “Deus dá asas à cobra” etc.

Proteja seu carro

Não se trata de acreditar ou não. A inveja não depende de crença ou fé para existir. Ela acontece nas melhores famílias. A boa notícia é que há muitas maneiras de se proteger. Uma delas, segundo a terapeuta, é ficar atento à própria inveja. “Costumamos atrair situações e comportamentos parecidos com que os que praticamos. Por isso, quanto menos estivermos em sintonia com a inveja, menos ela nos atingirá”.

Ainda que o autoconhecimento e a lapidação das emoções sejam ótimas armas, todas as culturas do mundo, de todas as épocas, desenvolveram algum tipo de amuleto contra a inveja. Para ajudar a proteger seu carro de olhares indesejados, a WebMotors, em parceria com a Indemetal, consultou especialistas no assunto (veja vídeo abaixo) e desenvolveu um adesivo exclusivo para seu carro, com os clássicos símbolos de proteção, como a pimenta, a arruda e o alho. Para ganhar o seu, basta compartilhar este vídeo e enviar seu endereço paraeditorial@webmotors.com.br (seja rápido, os adesivos são limitados!).





Fonte: Web Motors

sábado, 3 de março de 2012

Sujeira no ar-condicionado do carro prejudica a saúde e custa caro

Falta de revisões periódicas acarreta no acúmulo de bactérias e fungos. Para limpar tudo, o prejuízo pode passar de R$ 1 mil, segundo especialista

Dias quentes e chuvas torrenciais "pedem" o uso do ar-condicionado do carro. Apesar de parecer simples resolver os inconvenientes do calor com um botão, se o sistema não for cuidado da maneira correta, o arzinho refrescante pode virar um "veneno" para a saúde. Isso porque a falta de revisões periódicas acarreta no acúmulo de bactérias e fungos e, para limpar tudo, o prejuízo pode passar de R$ 1 mil.

O primeiro componente e o mais fácil de ser trocado é o filtro de ar ou filtro de pólen. Ele é o responsável por “segurar” a sujeira e proteger o sistema, no entanto, para isso, deve ser trocado, de preferência, a cada revisão. Não existe uma quilometragem exata para a substituição. Vai depender do estado do filtro, ou seja, do quanto ele foi exposto, de acordo com especialistas consultados pelo G1.

Segundo o engenheiro e conselheiro da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Francisco Satkunas, os primeiros sinais de que o filtro está muito sujo são o cheiro de mofo e a dificuldade de ventilação, quando é necessário colocar o ar em velocidades maiores.

Há dois tipos de filtros que podem ser utilizados no carro, mas isto vai de acordo com a opção da montadora. Um é branco, chamado filtro de partícula. O outro é de carvão ativado, o mesmo usado nas velas de filtro de água. A função é igual para ambos: limpar o ar que vai entrar no habitáculo, mas o de carvão tem maior capacidade de filtrar gases e odores.

Nem todos os carros têm filtro

No entanto, nem todos os carros têm filtro de ar — embora eles existam desde 1987, desenvolvidos na Europa para proteger os ocupantes alérgicos a pólen. De acordo com o responsável pelo aftermarket da Freudenberg Não-Tecidos no Brasil (fabricante de filtros), Luciano Ponzio da Silva, é preciso checar no manual do carro ou mesmo na central de atendimento ao cliente da montadora sobre a existência da peça. Até mesmo para se proteger de cobranças de serviços de algo que nem existe no veículo.

Segundo ele, como a caixa do sistema de ar-condicionado é lacrada, apenas uma loja especializada conseguiria fazer uma adaptação para a colocação do filtro. No entanto, o procedimento é caro e pode comprometer partes do veículo por se tratar de uma “gambiarra”.

Limpeza dos tubos

Nos carros com filtro, na troca periódica, os especialistas recomendam também que se faça a higienização do sistema. Ela é feita por um produto em spray que mata fungos e bactérias acumulados na tubulação, já que o filtro não barra 100% da sujeira.

A troca do filtro mais a higienização custa entre R$ 30 e 60 R$ na maioria dos casos. Porém, alguns carros têm sistema mais complexo e exigem mais tempo de mão de obra, assim, os preços podem chegar a R$ 100.

“Alguns carros dão um trabalhão para trocar, por causa da localização do filtro. Na Chevrolet Meriva, por exemplo, é preciso desmontar a grade do limpador de para-brisa, a chamada churrasqueira”, exemplifica Satkunas.

Quando a higienização não é suficiente

No caso de carros sem filtro ou com o sistema de ar-condicionado muito sujo, a higienização comum não será suficiente para manter a qualidade do ar. “Nesses casos, é preciso desmontar o painel do carro inteirinho para chegar ao evaporador, que parece um radiador de carro e é o responsável por deixar o ar gelado. Todas as peças têm de ser retiradas e limpas”, explica Silva, da fábrica de filtros. “Depois, tem que montar tudo de novo e conseguir ligar todos os componentes eletrônicos que ficam no painel. Por isso, a mão de obra é tão cara.”

O procedimento demora três dias para ser feito. De acordo com o especialista da Freudenberg, este tipo de serviço custa de R$ 500 a R$ 600. Nos carros com airbag, o valor pode passar de R$ 1 mil.

Filtro portátil

No Brasil, o primeiro purificador de ar portátil exclusivo para carros foi lançado em novembro pela Philips. O objetivo desse tipo de produto é ajudar pessoas que já têm problemas respiratórios, como asma, e até mesmo prevenir doenças. Chamado de GoPure, ele tem o tamanho de um aparelho de DVD.

“Ele é equipado com três filtros e pode ser ligado no acendedor de cigarros ou direto na fiação”, diz a gerente de Marketing da Philips do Brasil, Juliana Gubel. O aparelho vem com sensor que avisa quando é preciso trocar o filtro. Mas a tecnologia ainda é cara no país. Fabricado em Hong Kong, o aparelho é comercializado aqui por cerca de R$ 600.

Nanotecnologia

Carros de luxo europeus já contam com a nanotecnologia para manter o sistema do ar-condicionado limpo. De acordo com Francisco Satkunas, fabricantes nacionais de partes plásticas já trabalham com o uso de nanopartículas de prata, que ajudam a esterilizar o ambiente. Agora, elas aguardam o interesse das montadoras para fabricar a solução em larga escala.

“A indústria nacional já está capacitada. Com essa solução, não seria mais preciso fazer as higienizações periódicas, mas somente a troca do filtro.” Enquanto a tecnologia não chega, a prevenção é a manutenção mais barata para manter o ambiente do carro saudável.

Fonte: AutoEsporte.com